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terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Bairro de Felipe Camarão fazendo história :Da Criação aos Problemas atuais

Dando continuidade a nossa serie sobre os  100 anos do Bairro de Felipe Camarão,hoje iremos falar sobre o bairro da Zona Oeste que tem muita historia para contar.

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Foto do Bairro de Felipe Camarão

Peixe-Boi foi a primeira denominação do bairro. Isto porque disseram que foi encontrado um espécime grande deste mamífero nos mangues do local.Segundo Câmara Cascudo(1898-1986) a região já era habitada por ribeirinhos no inicio do Século XX que pescavam perto de sua casa e iam vender .  Mas o nome de batismo do índio Poti, chefe dos potiguares, designa o lugar nos dias de hoje. A localidade passou a se chamar Felipe Camarão, através da lei 1.760 de 22/08/68, publicada no Diário Oficial de 24/08/68.

Mas a área que atualmente fica o bairro pertenceu a senhora Amélia Machado ,mais conhecida como Viuva Machado que percebeu que suas terras eram invadidas por ribeirinhos do Rio Potengi. Na década de 60 o terreno é vendido á Gerold Gepper que criou o loteamento Reforma na região.

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Uma imagem de  Felipe Camarão
Dois grandes conjuntos formam o bairro de Felipe Camarão. O primeiro surgiu nas proximidades do mangue e é tido como o lugar mais calmo. Entretanto, o antigo Pró-Morar, atual Felipe Camarão II, é conhecido como um lugar perigoso, principalmente nas imediações da favela.

Não é só o temor da violência que os moradores, tanto de Cidade Nova como de Felipe Camarão, dividem. Entre os dois bairros fica a estação do trem. Ainda mais quando o trecho perigoso, onde os ônibus cortam a linha férrea, continua sem sinalização.

As vendinhas improvisadas nas residências são o sustento de muitos nos bairros de Felipe Camarão e Cidade Nova. São garagens, salas ou áreas construídas especificamente para virar mercearia que sobressaem no cenário do aglomerado urbano. Para os conhecidos, o velho fiado, ainda é modo de garantir a saída dos produtos. Outro sustento informal vem do lixão de Cidade Nova, os vidros jogados fora, tornam-se ouro quando bem aproveitados

E assim o bairro de Felipe Camarão vai sobrevivendo as dificuldades e aos poucos o progresso chega ao bairro tão carente.



quinta-feira, 21 de maio de 2015

ELOS DE GRATIDÃO : A UNIÃO NATAL/ROMA NA COLUNA CAPITOLINA





Poucas  pessoas sabem mas a Coluna Capitolina é um marco importantíssimo sobre a relação da cidade do Natal com um outro pais,que por muito pouco se perde ao longo do tempo . A seguir uma breve historia da Coluna. 

ANTECEDENTES 

No dia 5 de julho de 1928 o avião Savoia-Marchetti S-64 pilotado pelos aviadores italianos Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin alcançou a cidade de Touros, no Rio Grande do Norte, procedendo de Roma na Itália, após um vôo de 49 horas e 19 minutos, sem escalas, vencendo uma distância de 7163 quilômetros. Em reconhecimento ao acolhimento e carinho do povo de Natal proporcionou aos dois famosos aviadores, Benito Mussolini, “Il Duce”, como 1º Ministro da Itália, resolveu doar à cidade uma “Coluna Romana”, mais conhecida como “Coluna Capitolina”, porque é originária do Monte Capitólio, em Roma.


UM ELO ETERNO

A coluna Capitolina foi inaugurada em 8 de janeiro de 1931; foi trazida a bordo do navio”Lanzeroto Mlocello”, que participou do apoio à primeira travessia aérea do Atlântico Sul. De manhã dia 8 de janeiro, foi rezada uma missa campal pelo Bispo Dom Marcolino Dantas, na esplanada do Cais do Porto, com as presenças das tripulações de todos os aviões e do navio de apoio. Depois da celebração, houve a inauguração do monumento. Ao final, o prefeito Pedro Dias Guimarães agradeceu o oferecimento de tão valioso e histórico marco. 
(Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas 4º Bispo/1º Arcebispo Metropolitano)


A Coluna Capitolina tem 5,80 metros de altura, apoiada numa base com cerca de 3 metros quadrados. É de mármore cinza e continha duas placas de bronze com os seguintes dizeres (traduzidos para o português): “trazida de um só lance sobre asas velozes além de toda distância tentada por Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin, a Itália aqui chegou a 5 de julho de 1928.
(Inscrição em Italiano )


O Oceano não mais divide e sim une as gentes latinas de Itália e Brasil”. Na outra face do pedestal havia outra placa, também com inscrição em língua italiana, cujo significado no idioma português significa:”Italo Balbo aqui junto com o Esquadrão aéreo transatlântico na rota percorrida por Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin a eles recordarão para sempre nesta Coluna Capitolina doada por Benito Mussolini à cidade de Natal consagrada. Em janeiro de 1931″.

No dia 5 de julho de 1978, o ministério da Aeronáutica do Brasil inaugurou, em solenidade, com a presença de autoridades e de expressivo número de pessoas da colônia italiana, uma placa de bronze com as inscrições abaixo: Cinquentenário da primeira travessia aérea Roma – Natal. Aos aviadores italianos Ferrarin e Del Prete homenagem da Força Aérea Brasileira. Observação: Primeiramente foi erguida na Esplanada do Cais do Porto, na Ribeira, no dia 8 de janeiro de 1931.


(Primeiro local da Coluna em Natal ,perto do Potro )

Quatro anos depois, o movimento comunista de Natal derrubou a Coluna alegando que se tratava de um monumento erguido por um governo fascista. Permaneceu em lugar ignorado durante muitos anos até ser reencontrada e novamente erguida, dessa vez na praça João Tibúrcio e depois para a Praça Carlos Gomes no Baldo. Por fim foi transferida para o largo do Instituto Hitórico e Geográfico na Praça André de Albuquerque , onde se encontra até hoje.




Até a próxima semana .

terça-feira, 19 de maio de 2015

MEMORIAS NATALENSES 02: Imagens antigas da cidade noiva do Sol.

Estão preparados para para conhecer outras parte do passado da cidade do Natal ??? 

Hoje selecionamos mais 16 fotos antigas da cidade do Natal . Algumas são fácil de se reparar outras não .Mas todas são registros da cidade ao longo das décadas e transformações que a cidade sofreu .



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Até a próxima !!!!!!




*Muitas fotos que aqui estão são oriundas dos livros do Prof. aposentado da UFRN, João Mauricio Fernandes de Miranda (mas não todas). Outras são do fotografo Jaeci Galvão, de seu filho Fred Galvão, outras são do IBGE, outras de livros editados pela Prefeitura de Natal, ou pelo Governo do Estado. Muitas estão na internet a anos. Outras são colocadas na internet pelo competente produtor cultural Dunga, outras são do grande amigo e Mestre Luiz G. M. Bezerra, outras são de Ricardo Sávio Trigueiro de Morais, do amigo fotógrafo Esdras Nobre e a maioria delas não tenho ideia de quem sejam os proprietários, ou melhor, os detentores dos direitos autorais.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A Historia de uma praça quase Invisível : Praça José da Penha na Ribeira



A atual praça José da Penha,que fica  de frente à Igreja do Bom Jesus das Dores e da Avenida Deodoro da Fonseca no bairro da Ribeira .
 Sua data vem provavelmente do século XVIII. A igreja denominou o logradouro até 1902. A Resolução Municipal n.º 74, de 05 de dezembro daquele ano, denominou praça Leão XIII, considerado um papa adaptado ao seu tempo. Até a primeira década atual, a praça não passava de um descampado. Em 1919, o major Fortunato Aranha, intendente municipal construiu uma pracinha no local, incentivado pelo padre Pedro de Paulo Barbosa, vigário da Igreja do Bom Jesus e diretor espiritual do Seminário São Pedro, também jornalista, filólogo e filósofo.



     A praça Leão XIII foi inaugurada em 12 de outubro de 1919, com a presença do governador Ferreira Chaves. Passou, então, a ostentar belos canteiros floridos e um coreto de alvenaria. Durante algum tempo, foi o ponto de encontro da alta sociedade dacidade, na época e onde circulava a juventude. A denominação Leão XIII foi decidida após serem divulgadas as realizações do pontífice: antes tinha-se cogitado outro nome para o lugar.



       Finalmente, a 11 de outubro de 1930, a praça teve seu nome mudado para José da Penha, homenagem ao militar nascido em Angicos, que atingiu o posto de alferes a 03 de novembro de 1894. O capitão José da Penha tinha grande espírito de justiça e pregou a justiça social e a probidade administrativa. Foi defensor dos jovens, dos trabalhadores e o primeiro militar norte-rio-grandense a apelar diretamente em favor do nosso povo. Distinguiu-se pela oratória.

Em homenagem ao ilustre potiguar, Natal deu seu nome à praça da Ribeira, em frente ao Fórum Municipal do Natal (antigo Grande Hotel), local onde existiu o casarão onde morou o capitão José da Penha.  Da praça inaugurada em 1919, muito já se modificou. Teve sua área reduzida, cortada para que se fizesse o prolongamento da avenida Tavares de Lira. E com isto passa despercebida da maioria da população ,que não conhece a sua historia da tão judiado bairro da  Ribeira,que há muito tempo foi esquecida ,mas ainda pulsa na historia do bairro mais boêmio da cidade.





Até a Próxima semana.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Forte dos Reis magos–Um dos Principais pontos turísticos de Natal

Ahh o forte dos Reis Magos, aquele que possuí fomato de uma estrela de 5 pontas, está localizado em um lugar estratégico em Natal, no encontro das águas do rio Potengi com o oceano atlântico, foi criado pelos primeiros colonizadores de Natal, e, ainda hoje preserva sua arquitetura original, feito apenas alguns reparos nele.

Forte dos reis Magos, patrimônio de Natal,RN

A fortaleza foi construída pelos colonizadores portugueses em 1598, sob o comando do Capitão-mor da  captania de pernambuco, Manuel de Mascarenhas Homem com ordens para iniciar uma fortificação. Recebeu o nome de Fortaleza dos Reis magos por ter sua construção iniciada no dia de reis, 6 de janeiro.

Todo o projeto de arquitetura da fortaleza ficou por contao do padre  Gonçalves de Samperes, mais conhecido como Gaspar de Samperes,  um mestre nas traças de engenharias, que projetou um polígono estrelado, com o ângulo reentrante voltado para o Norte. A fortaleza foi construida em um local estratégico, entre o rio potengi e o mar, e estava protegida por além dos canhões e toda artilharia que dela fazia parte, por um refice de corais, aumentando ainda mais sua força de defesa.

Suas paredes altamente largas, resistentes à diversos tipos de ataques, e além disso, conta com diversas “armadilhas” para os invasores. A fortaleza dos reis magos foi projetada para suportar 200 soldados, além das instalações dos comandantes e superiores em geral. Armada com 11 canhões de brnze, todos meio-canhões, 12 canhões de ferro, paredes de cerca de 10 palmos, era praticamente impossível alguém invadi-la.

Após uma tentativa frustada de assalto, no período de 12 de Dezembro de 1633 à fevereiro de 1654, a fortaleza ficou sob o domínio holandês, vindo do Recife, sob comando do conde Maurício de Nassal.

Foi tombado pelo Patrimonio histórico desde 1949 e esteve sob a administração da Fuñdação José ALgusto, Fundação Pública ligada ao Governo do Rio Grande do Norte, de 1965 até dezembro de 2013.

No centro do forte, tem uma capela, que era usada como depósito de armas e pólvora. Conta com uma cisterna que armazena a água da chuva até os dias de hoje, mas sua profundidade e quantos litros de água são armazenados ainda são desconhecidos.

O acesso ao forte é feito por uma passarela, da praia ao passadiço e, a partir daí, através de uma arcada à direita, saindo para o corredor. Outra escada dá acesso ao terrapleno e ao portão para a praça.

No forte também tinha uma prisão um tanto quanto peculiar, os presos que tinham ferido alguém, tinham o destido a prisão, não eram mortos porque a morte seria muito gentil, eram presos, restritos da luz do dia, água, e feridos, e caso sobrevivessem, iam avançando de nível. Em um de seus nívels chamado de camara escura, o preso era mantido por tempo, depois era retirado de meio dia, e forçado a olhar para o sol, ficando cego.  Se o preso sobrevivesse à todos os níveis, era jogado em um buraco com corais e pedras pontiagudos e deixado lá para morrer.

Em breve mais curiosidades sobre o forte.

terça-feira, 24 de março de 2015

MEMORIAS NATALENSES: Imagens antigas da cidade noiva do Sol

Recordar é sempre viver o passado ,que sempre traz muitas coisas interessantes .Aqui venho mostrar 20 fotos antigas da cidade do Natal . Algumas são fácil de se reparar outras não .Mas todas são registros da cidade ao longo das décadas e transformações que a cidade sofreu .

*Muitas fotos que aqui estão são oriundas dos livros do Prof. aposentado da UFRN, João Mauricio Fernandes de Miranda (mas não todas). Outras são do fotografo Jaeci Galvão, de seu filho Fred Galvão, outras são do IBGE, outras de livros editados pela Prefeitura de Natal, ou pelo Governo do Estado. Muitas estão na internet a anos. Outras são colocadas na internet pelo competente produtor cultural Dunga, outras são do grande amigo e Mestre Luiz G. M. Bezerra, outras são de Ricardo Sávio Trigueiro de Morais, do amigo fotógrafo Esdras Nobre e a maioria delas não tenho ideia de quem sejam os proprietários, ou melhor, os detentores dos direitos autorais. 




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corveta-Camacuã
como sempre tenho feito neste nosso blog.
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Americanos aproveitando Natal

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Até a próxima galera com mais imagens antigas da cidade do Natal.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!11 

terça-feira, 17 de março de 2015

O POTIGUAR CURIOSO : Fatos desconhecidos do RN

Aqui iremos trazer curiosidades ,pessoas ilustres ,fatos marcantes ,danças,gestos, religiosidade de um povo único que é o povo do Potiguar ,que não pode perder suas origens .E para começar com o pé direito algumas curiosidades da cidade do Natal ,que poucas pessoas conhecem :


FEIRA DO ALECRIM - Antes da administração do Prefeito Gentil Ferreira de Souza (entre 1931 e 1932 e entre 1935 e 1940), a Feira do Alecrim funcionava na praça que tem hoje o nome dele.
Naquela época era chamada a Feira da Mangueira; havia ali uma imensa e antiga mangueira e as barracas se arrumavama a sombra daquela árvore.
Posteriormente o Prefeito Gentil Ferreira, justificando que era para urbanizar a praça, transferiu a feira para a Av. Pres. Quaresma ( Av. 1) onde permanece até hoje.

Praça Gentil Ferreira (também conhecido como a praça do relógio do Alecrim )no bairro do Alecrim 






O FAROL REIS MAGOS : Desde o ano de 1858, Natal, contava com a presença do Farol Reis Magos, situado dentro do forte homônimo,à margem esquerda do rio Potengi, assim como a duas milhas de sua foz. 
Era um farol de médio porte, com precários recursos de visibilidade e alcance luminoso precários, que merecia ser substituído desde o início da década de 1940, com o advento da Segunda Guerra Mundial.No ano de 1948, a Diretoria de Hidrografia e Navegação aprovou a edificação de um novo farol. O local escolhido foi uma área cedida pela Prefeitura no bairro de "Mãe Luíza".
(Ainda dar para ver ele do Forte dos Reis Magos ou da Praia do Meio,sendo um ponto verde no horizonte )




ORIGEM DO NOME DO BAIRRO PAJUÇARA -O nome proveniente de Pajuçara, que no idioma indígena significa Lagoa da Palmeira Juçara (em tupi juçara significa espinhosa). Em 1987, foram construídos os Conjuntos Pajuçara I e Pajuçara II, iniciando assim a primeira ocupação do bairro que foi oficializado dom o nome dos Conjuntos.
(Parte do Bairro, foto cedida pela Prefeitura Municipal do Natal)





Enfim,estamos preparando mais fatos pouco conhecidos do estado.Então fiquem de olho no próximo O POTIGUAR CURIOSO .     :)

quinta-feira, 5 de março de 2015

A ETERNA BOÊMIA DE UM BECO : Uma breve historia do Beco da Lama em Natal






        Nos finais de semana a Ribeira se enche com todas as tribos que  comportar ,muitos vão para lá para festejar algo ou simplesmente para brindar a vida em vários bares da região.Mas poucas pessoas sabem a origem daquele beco que a muitos anos era sinônimo  de pobreza e luxúria , hoje é um dos lugares mais disputados pela alta sociedade da cidade .

        O Beco da Lama é antigo. Vem dos primórdios do tempo em que a cidade acabava alí,vinha de uma segunda ampliação de território da cidade  que antigamente terminava como o norte da cidade na Praça das Mães (do lado da OAB ) e posteriormente seguiu rumo ao outro lado do Rio Potengi  .Lama era porque pelo beco escorria agua com lama ou da chuva que descia da Cidade Alta  ou de lavagem de roupa que as lavadeiras faziam nas fontes  e de banho dos ribeirinhos que moravam nas Rocas . A lama descia pelo local até chegar a um terreno próximo do Mercado da Cidade e alí ficava. Natal era uma cidade - naquela época - de poucas casas e naquele beco existiam mocambos de palha fincados na areia. Um cachorro magro era a arma de cada um. Quando o cão sarnento latia era sinal que vinha gente para um dos casebres, sempre para falar da vida dos outros.
      A cidade foi tomando pé do progresso, mas o Beco continuou a ser chamado "da Lama", apesar de existir uma placa dizendo que alí é a rua Dr. Francisco Ivo, um homem que morou na Av. Rio Branco, quase na esquina com a rua Cel. Cascudo onde tem a Feira das Frutas. A placa está na bodega de Nazzi, homem que já morreu e que, em vida, fazia a tradicional "meladinha". Hoje, a rua é calçada e as casas são todas de comércio, salvo o quiosque que existe no local onde as "damas" costumam fazer o seu "ponto". O Beco da Lama é pequeno, indo da rua Ulisses Caldas até a rua João Pessoa. Depois desse ponto, o beco leva outro nome.


         Até pouco tempo antes da acensão do Beco, ainda tinha por  ali um "cabaré", pois era assim que se chamava uma casa de alguns quartos para alugar a homens que tomavam uma "dama" para ter um relacionamento carnal. Essas moças - quase sempre de 20 anos ou pouco mais - viviam alí à espera do seu "homem" que por meia hora era o seu "dono". Depois desse tempo, era se banhar . Outro "homem" talvez estivesse impaciente para poder entrar e cumprir a mesma missão.

   Hoje o Beco da Lama se enche de gente. São jornalistas, poetas, escritores, advogados,políticos ,empresários  e de muita gente que  ainda não são conhecidas.Mas ao longo dos momentos se conhecem e transforma o lugar .Nos últimos anos graça a iniciativa do SAMBA (Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências)  e de varias pessoas do bairro da Ribeira que iniciaram o projeto CIRCUITO RIBEIRA que trouxe uma nova luz para um bairro tão Histórico/Boêmio da cidade que a muitos anos ficou apagado e quase esquecido.

O Beco, num pedacinho de nada, se enche de gente, cada um com a sua conversa e todos falando a um tempo só. É, na verdade, um ponto de encontro dos "velhos" e inveterados amigos - e até inimigos - que se juntam para comemorar, com as suas falas o que tem de se comemorar: SAÚDE !!!!  





Então se estiver passando por Natal ou simplesmente não tem nada para fazer nas noites de final de semana dê uma passado pelo Beco .
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