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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

SERIE ORIGENS POTIGUAR: A TRIBO DOS POTIGUARES



Começamos hoje uma serie de reportagens sobre a origem étnica do povo Potiguar, e a melhor forma de começar é falando sobre os seus primeiros habitantes os Índios .Será dividido em duas partes ,hoje falaremos dos índios potiguares e na próxima semana falaremos sobre os Tapuias . 



Os potiguares 
A descoberta de um novo mundo proporcionava enfrentar barreiras,vencer desafios,rumar ao desconhecido.Terra ... terra farta ,terra de ninguém pronta para ser desbravada ,conquistada e explorada .

Mas que surpresa!!! Os portugueses ,aqui chegando depararam-se com criaturas "de porte mediano ,acima de 1,65 cm, reforçados e bem feitos no físico .Olhos pequenos e amendoados como os da raça mongólica,escuros e encovados ,de orelhas grandes,cabelos lisos e cortados redondos ,arrancavam os pelos da barba até as pestanas e sombramselhas .Eram claros ,pintavam seus corpos com desenhos coloridos.Furavam o beiço ,principalmente o inferior ,assim como orelhas e o nariz". (Suassuna;Mariz.1997,p.51)

Nesse primeiro contato ,os portugueses encontraram um povo que ,na escala evolutiva,superava o paleolítico e dava seus primeiros passos na revolução agriculta ,quando á domesticação de plantas de condições selvagens para mantimentos de seus roçados,assim como cultivo de mandioca.mandioca. Também foram cultivados outras espécies ,como :milho ,batata-doce,abóbora,algodão,tabaco,cuiás e cabaças , e algumas árvores frutíferas.Para seu cultivo empregavam técnicas e instrumentos rudimentares,como a queimada e a derrubada de árvores com machadados de pedra  

Enquanto que os inimigos vencidos e aprisionados eram sacrificados em rituais de antropofagia (ritual religioso que consistia em comer partes do corpo do prisoneiro para receber bençãos ).

Na cura de doenças,utilizavam de ervas e raízes extraídas da própria natureza com auxilio dos Xamãs para evocarem seus deuses e lutar contra maus espíritos. 

Entre os nativos,Felipe Camarão revela-se como grande aliado dos portugueses,juntamente com seus comandados,destacando-se na luta contra os holandeses e seus aliados .
Retrato anônimo de Filipe Camarão, do século XVII, no Museu do Estado de Pernambuco

As rivalidades existentes entre tribos como por exemplo os Tapuias, Moxorós , entre outras tribos do interior ,com a catequização do seu povo ,entre outros motivos fizeram que sua cultura quase desaparecesse do nosso RN.


.Mas hoje ainda existem os descendentes deste povo .A maior parte deles estão em Catu, distante 6,2 quilômetros da pequena cidade de Canguaretama, na região de Natal. Lá ainda vivem 105 famílias. São pessoas com costumes totalmente urbanos e que se identificaram como indígenas a partir do conhecimento próprio sobre seus descendentes. E assim preservam a cultura indígena .
A tribo na atualidade 
















Referencias

SUASSUNA & MARIZ; Luiz Eduardo B. & Marlene da Silva. História do Rio Grande do Norte Colonial ( 1597/1822 ). Natal: NATAL, 1997.

NAVARRO, Jurandyr. Rio Grande do Norte: os notáveis dos 500 anos. Departamento Estadual de Imprensa, 2004.



Até a próxima semana !!!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Ai Dento Turísmo–Carnaúbas dos Dantas

A cidade do santuário do galo e do castelo brasileiro. Carnaúba dos dantas é uma pequena cidade de apenas 7 mil moradores situada à 215Km de Natal, próximo a divisa com a Paraíba. A cidade é pequena, porém dona de um grande potencial e beleza.

Monte do Galo

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Segundo o que se ouve falar, nas primeiras décadas de 1800, os vaqueiros da Fazenda Baixa Verde (Carnaúba dos Dantas), que pertencia à um major da região, enquanto cuidavam do gado nas proximidades da região escutaram o cantar de um galo vindo do topo de uma serra. Isso os deixavam assustados porque não haviamhabitantes nas proximidades. A notícia do misterioso fato logo se espalhou, e a serra passou a ser conhecida como Serrote do Galo e esta estátua de galo da imagem foi construída. O Serrote tem 115 metros de altura e pode ser visto da cidade inteira onde está uma capela com um cruzeiro construidos em 1928, onde na semana santa é realizada a Paixão de Cristo, ainda como atrativos temos o Horto Florestal. Ele é cercado de lendas e de algumas polêmicas religiosas e recebe milhares de fiéis detodas as partes todos os anos nesta pequena cidade.

Pinturas Rupestres

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As incrições rupestres foram feitas nas Serra do Brejo, no Serrote das Flechas e no Cabeço dos Fundões. O ser humano sempreteve a necessidade de comunicar-se, e uma das primeiras formas de comunicação eram as pinturas rupestres, que podem ser encontradas na cidade.

Castelo de Bivar

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O castelo partiu de um sonho, onde seu criador ao se encantar com um castelo visto em um filme [el cid], decidiu construir o  próprio castelo utilizando o material e mão de obra da regiao, o seu criador se denomina o conde de vivar, também relatou que não terminou o castelo em função de uma lenda, que diz que o construtor do castelo ao conclui-lo morrerá. O conde se chama Josér Ronilson, e é tecnico em edificações, que por sinal, um grande edifícil.

castelo construido em 13 níveis diferentes, e para achar o castelo, digamos que não precisa de endereço.

com certeza, um dos pontos de parada de qualquer viagem é a cidade de carnaúbas dos Dantas.

Fontes: curiozzzo;paduacampos;g1;paduacampos;

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A Historia de uma praça quase Invisível : Praça José da Penha na Ribeira



A atual praça José da Penha,que fica  de frente à Igreja do Bom Jesus das Dores e da Avenida Deodoro da Fonseca no bairro da Ribeira .
 Sua data vem provavelmente do século XVIII. A igreja denominou o logradouro até 1902. A Resolução Municipal n.º 74, de 05 de dezembro daquele ano, denominou praça Leão XIII, considerado um papa adaptado ao seu tempo. Até a primeira década atual, a praça não passava de um descampado. Em 1919, o major Fortunato Aranha, intendente municipal construiu uma pracinha no local, incentivado pelo padre Pedro de Paulo Barbosa, vigário da Igreja do Bom Jesus e diretor espiritual do Seminário São Pedro, também jornalista, filólogo e filósofo.



     A praça Leão XIII foi inaugurada em 12 de outubro de 1919, com a presença do governador Ferreira Chaves. Passou, então, a ostentar belos canteiros floridos e um coreto de alvenaria. Durante algum tempo, foi o ponto de encontro da alta sociedade dacidade, na época e onde circulava a juventude. A denominação Leão XIII foi decidida após serem divulgadas as realizações do pontífice: antes tinha-se cogitado outro nome para o lugar.



       Finalmente, a 11 de outubro de 1930, a praça teve seu nome mudado para José da Penha, homenagem ao militar nascido em Angicos, que atingiu o posto de alferes a 03 de novembro de 1894. O capitão José da Penha tinha grande espírito de justiça e pregou a justiça social e a probidade administrativa. Foi defensor dos jovens, dos trabalhadores e o primeiro militar norte-rio-grandense a apelar diretamente em favor do nosso povo. Distinguiu-se pela oratória.

Em homenagem ao ilustre potiguar, Natal deu seu nome à praça da Ribeira, em frente ao Fórum Municipal do Natal (antigo Grande Hotel), local onde existiu o casarão onde morou o capitão José da Penha.  Da praça inaugurada em 1919, muito já se modificou. Teve sua área reduzida, cortada para que se fizesse o prolongamento da avenida Tavares de Lira. E com isto passa despercebida da maioria da população ,que não conhece a sua historia da tão judiado bairro da  Ribeira,que há muito tempo foi esquecida ,mas ainda pulsa na historia do bairro mais boêmio da cidade.





Até a Próxima semana.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O MARCO SANTO : Religiosidade no Marco de Touros








Hoje iremos falar rapidamente de uma curiosidade de um dos monumentos mais antigos  do RN que poucas pessoas sabem que o Marco de Touros tem seu lado sagrado.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1501, na expedição de Gaspar de Lemos deixaram um marco colonial na praia do Marco, tomando posse da terra para Portugal. Essa pedra, mais conhecida como Marco de Touros, é considerada o monumento mais antigo do Brasil. Por possuir em suas faces a Cruz da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, o Marco passou a ser considerado como sagrado. O Marco de Touros é também cultuado pela comunidade de Cauã, como se fosse santo, e o chamam até de “Santo Cruzeiro”. 

Os habitantes dessa comunidade acreditavam que tirar algumas lascas de pedra do Marco de Touros para fazer chá não constituía uma agressão e sim uma cura para as suas doenças. A comunidade, na sua obsessão religiosa, contribuiu para que o avanço do mar não viesse a destruir o precioso patrimônio – que foi o primeiro monumento histórico do Brasil português – pois, a cada avanço do mar, o Marco era deslocado do seu lugar de origem.
O culto ao Marco surgiu em decorrência da falta de conhecimento das características da pedra e das inscrições nela contidas, como, por exemplo, a cruz que representa o símbolo da Ordem de Cristo. Esses fatores levaram a comunidade a crer que o Marco era realmente divina, vinda diretamente de Deus para eles. Os habitantes dessa comunidade acreditavam que tirar algumas lascas de pedra do Marco de Touros para fazer chás não se constituía como uma agressão e sim como uma cura para suas doenças.


Atualmente o Marco original estar guardado em Natal na Fortaleza dos Reis Magos ,e as pessoas guardam com relíquias religiosas das lascas do Marco passando de geração a geração. Alimentando a fé de um povo.



Até a Próxima Semana !!!!!



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