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terça-feira, 13 de setembro de 2016

100 anos de Felipe Camarão:Entre risos e lagrimas



A partir de hoje e nas próximas terça-feiras o nosso foco estará voltado para celebrar os 100 anos da fundação do Bairro de Felipe Camarão,localizado na região Oeste e considerado um dos bairros mais violentos da cidade do Natal.O bairro tem muito o que mostrar e celebrar,sendo um dos celeiros culturais da cidade ,por isto embarque com a gente nesta viagem e tenha um outro olhar para este bairro centenário .


E para começar iremos contar sobre quem foi o Homenageado que deu nome ao bairro.


Felipe Camarão (1591-1649) foi indígena brasileiro. Herói da Insurreição Pernambucana, "Capitão-Mor do índios", "Dom Filipe", "Cavaleiro da Ordem de Cristo" e "Fidalgo", títulos que recebeu do rei, por lutar na defesa do território brasileiro, contra o ataque dos inimigos.
Felipe Camarão (1591-1649) nasceu no Rio Grande do Norte, no ano de 1591. O índio "Poti", foi batizado pelo padre Dionísio Nunes, com o nome cristão de Antonio, depois, ao seu nome, foi acrescentado Felipe, em homenagem ao rei da Espanha e Portugal. No dia 4 de de junho de 1612, o índio Antonio Felipe casa com Clara Camarão.

Uma das imagens que representa a figura de Felipe Camarão,considerado uma heroi
Felipe Camarão foi um dos primeiros voluntários a se apresentar ao Governador Geral do Brasil, o português Matias de Albuquerque, no Arraial do Bom Jesus, para participar das lutas em defesa do território brasileiro. Em 1633 recebeu do rei Filipe IV da Espanha, a patente de "Capitão Mor dos índios". Em 1635 recebe o tratamento de "Dom" e a comenda de "Cavaleiro da Ordem de Cristo", tornando-se "fidalgo". A realeza espanhola concedia títulos aos povos considerados inferiores, e que lutavam a frente das batalhas, lhes dando um certo status social.
Felipe Camarão confrontou-se com alguns compatriotas Potiguares, como ele, que haviam sido evangelizados pelos holandeses e que lutavam contra os portugueses. Em 1637, tomou parte da batalha de Porto Calvo, Alagoas, onde sua mulher também lutava na tropa feminina, na batalha de Barra Grande. Esteve na batalha de Comandatuba na Bahia, onde enfrentou os holandeses, estando a frente do exército, o próprio Maurício de Nassau. Participou ainda das lutas em Goiana, Terra Nova e Salvador.
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Uma visão romântica de Filipe Camarão, por Victor Meireles
Em Pernambuco, em 1645, durante a Insurreição Pernambucana, Felipe Camarão lutou na batalha de Casa Forte, quando os pernambucanos vitoriosos, no Monte da Tabocas, hoje Vitória de Santo Antão, se aproximaram do Recife e fundaram o Arraial Novo do Bom Jesus, ao lado da atual estrada do Forte em Iputinga. Os revoltosos tomaram a casa de Dona Ana Paes, senhora de engenho, casada com um flamengo e amiga de Maurício de Nassau. Filipe Camarão participou ativamente da tomada do Engenho Casa Forte, onde na região da várzea do rio Capibaribe, estruturaram o cerco à cidade do Recife.
Felipe Camarão esteve presente também na primeira batalha dos Guararapes, em 19 de abril de 1648, onde o inimigo ficou isolado, em determinados pontos do território. Filipe adoece e se retira para o Engenho Novo de Goiana, onde morre, e não participa da retomada do Recife em 1654.

Dom Antonio Filipe Camarão morre no dia 24 de agosto de 1649.








NA PRÓXIMA SEMANA :

O Bairro Felipe Camarão fazendo História :Da criação aos problemas atuais 












quinta-feira, 1 de outubro de 2015

SERIE ORIGENS POTIGUAR: A TRIBO DOS POTIGUARES



Começamos hoje uma serie de reportagens sobre a origem étnica do povo Potiguar, e a melhor forma de começar é falando sobre os seus primeiros habitantes os Índios .Será dividido em duas partes ,hoje falaremos dos índios potiguares e na próxima semana falaremos sobre os Tapuias . 



Os potiguares 
A descoberta de um novo mundo proporcionava enfrentar barreiras,vencer desafios,rumar ao desconhecido.Terra ... terra farta ,terra de ninguém pronta para ser desbravada ,conquistada e explorada .

Mas que surpresa!!! Os portugueses ,aqui chegando depararam-se com criaturas "de porte mediano ,acima de 1,65 cm, reforçados e bem feitos no físico .Olhos pequenos e amendoados como os da raça mongólica,escuros e encovados ,de orelhas grandes,cabelos lisos e cortados redondos ,arrancavam os pelos da barba até as pestanas e sombramselhas .Eram claros ,pintavam seus corpos com desenhos coloridos.Furavam o beiço ,principalmente o inferior ,assim como orelhas e o nariz". (Suassuna;Mariz.1997,p.51)

Nesse primeiro contato ,os portugueses encontraram um povo que ,na escala evolutiva,superava o paleolítico e dava seus primeiros passos na revolução agriculta ,quando á domesticação de plantas de condições selvagens para mantimentos de seus roçados,assim como cultivo de mandioca.mandioca. Também foram cultivados outras espécies ,como :milho ,batata-doce,abóbora,algodão,tabaco,cuiás e cabaças , e algumas árvores frutíferas.Para seu cultivo empregavam técnicas e instrumentos rudimentares,como a queimada e a derrubada de árvores com machadados de pedra  

Enquanto que os inimigos vencidos e aprisionados eram sacrificados em rituais de antropofagia (ritual religioso que consistia em comer partes do corpo do prisoneiro para receber bençãos ).

Na cura de doenças,utilizavam de ervas e raízes extraídas da própria natureza com auxilio dos Xamãs para evocarem seus deuses e lutar contra maus espíritos. 

Entre os nativos,Felipe Camarão revela-se como grande aliado dos portugueses,juntamente com seus comandados,destacando-se na luta contra os holandeses e seus aliados .
Retrato anônimo de Filipe Camarão, do século XVII, no Museu do Estado de Pernambuco

As rivalidades existentes entre tribos como por exemplo os Tapuias, Moxorós , entre outras tribos do interior ,com a catequização do seu povo ,entre outros motivos fizeram que sua cultura quase desaparecesse do nosso RN.


.Mas hoje ainda existem os descendentes deste povo .A maior parte deles estão em Catu, distante 6,2 quilômetros da pequena cidade de Canguaretama, na região de Natal. Lá ainda vivem 105 famílias. São pessoas com costumes totalmente urbanos e que se identificaram como indígenas a partir do conhecimento próprio sobre seus descendentes. E assim preservam a cultura indígena .
A tribo na atualidade 
















Referencias

SUASSUNA & MARIZ; Luiz Eduardo B. & Marlene da Silva. História do Rio Grande do Norte Colonial ( 1597/1822 ). Natal: NATAL, 1997.

NAVARRO, Jurandyr. Rio Grande do Norte: os notáveis dos 500 anos. Departamento Estadual de Imprensa, 2004.



Até a próxima semana !!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ai Dento Turísmo–Castelo Zé dos montes| Sítio Novo RN

ituado no Município de Sítio Novo Rio Grande do Norte em Serra da Tapuia , ha 118Km da capital, o Castelo de Ze dos Montes, visitado por turistas de varias regioes do Pais e do Exterior. Com divulgaçoes em Rede nacional ( pelo Fantastico ( Globo), Sbt Reporter ( Sbt) e Tudo é Possivel - Record)

Castelo-zé-dos-montes-potiguar


A História
Durante a Década de 40, José Antonio ao visitou a cidade de Pedro Avelino, no interior do Rio Grande do Norte, onde viu uma aparição de Nossa Senhora que modificaria a sua vida.
Segundo o seu relato, a imagem da santa surgiu como que esculpida na rocha e conversou algum tempo com ele, sobre o destino de construir castelos e sobre os recursos materiais e espirituais que haveriam de garantir a obra. Zé do Monte não se deixou desanimar pelo fato de não ter dinheiro, de não ter a mínima noção de engenharia ou arquitetura ou até mesmo de ter erguido uma parede durante toda a sua vida.
Depois da aparição, ele levou alguns anos para por em prática a missão. Nos anos 60. Decidiu que a hora havia chegado e começou a reformar sua casa, em uma rua no bairro das Quintas, em Natal. A casa é um mini castelo, com muitos azulejos, torres, portas e janelas, ameias e toda protegida por grades. Zé do Monte diz que ficou bem acabada, é bonita e mimosinha. Outros castelos foram surgindo, mas ele não tirava da cabeça o projeto de um sobre uma pedra, que tivesse uma lapa - para abrigar a imagem da santa - e se possível numa serra.
Ao descobrir a Serra da Tapuia, procurou o dono das terras e fez negócio, quando ocorreu uma coincidência. A venda só poderia ser realizada a um homem religioso, que prometesse preservar a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que ali existia. E mais uma promessa foi feita. Numa área de 13 hectares, o castelo começou a ser construído e o que chama mais a atenção no seu aspecto externo são as 83 torres, que surgem dos mais diferentes locais, sem obedecer qualquer estética. Na parte interna, o que impressiona é a sua entrada, como nave principal e seus altares, que lembram uma igreja. Próxima a nave, a imagem de Nossa Senhora de Lourdes.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Ai Dento Turísmo–Carnaúbas dos Dantas

A cidade do santuário do galo e do castelo brasileiro. Carnaúba dos dantas é uma pequena cidade de apenas 7 mil moradores situada à 215Km de Natal, próximo a divisa com a Paraíba. A cidade é pequena, porém dona de um grande potencial e beleza.

Monte do Galo

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Segundo o que se ouve falar, nas primeiras décadas de 1800, os vaqueiros da Fazenda Baixa Verde (Carnaúba dos Dantas), que pertencia à um major da região, enquanto cuidavam do gado nas proximidades da região escutaram o cantar de um galo vindo do topo de uma serra. Isso os deixavam assustados porque não haviamhabitantes nas proximidades. A notícia do misterioso fato logo se espalhou, e a serra passou a ser conhecida como Serrote do Galo e esta estátua de galo da imagem foi construída. O Serrote tem 115 metros de altura e pode ser visto da cidade inteira onde está uma capela com um cruzeiro construidos em 1928, onde na semana santa é realizada a Paixão de Cristo, ainda como atrativos temos o Horto Florestal. Ele é cercado de lendas e de algumas polêmicas religiosas e recebe milhares de fiéis detodas as partes todos os anos nesta pequena cidade.

Pinturas Rupestres

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As incrições rupestres foram feitas nas Serra do Brejo, no Serrote das Flechas e no Cabeço dos Fundões. O ser humano sempreteve a necessidade de comunicar-se, e uma das primeiras formas de comunicação eram as pinturas rupestres, que podem ser encontradas na cidade.

Castelo de Bivar

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O castelo partiu de um sonho, onde seu criador ao se encantar com um castelo visto em um filme [el cid], decidiu construir o  próprio castelo utilizando o material e mão de obra da regiao, o seu criador se denomina o conde de vivar, também relatou que não terminou o castelo em função de uma lenda, que diz que o construtor do castelo ao conclui-lo morrerá. O conde se chama Josér Ronilson, e é tecnico em edificações, que por sinal, um grande edifícil.

castelo construido em 13 níveis diferentes, e para achar o castelo, digamos que não precisa de endereço.

com certeza, um dos pontos de parada de qualquer viagem é a cidade de carnaúbas dos Dantas.

Fontes: curiozzzo;paduacampos;g1;paduacampos;

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

CURTIÇÃO,DEVOÇÃO E TRADIÇÃO : OS 267 ANOS DA FESTA DE SANT'ANA DE CAICÓ

A tradicional Festa de Sant'Ana de Caicó-RN 2015 chega a seu fim. O evento, que acontece todos os anos e conta com uma programação religiosa e cultural, foi realizado no período de 22 de julho a 02 de agosto. O AI DENTRO TV pegou a estrada e seguiu   256 km de distância da capital e chega no coração Potiguar e adentrou a cidade de Caicó  para falar de uma das maiores festas religiosas do Estado a Festa de Sant’Ana. Saiba tudo dessa festa com a gente não perca !!!!

Estrada para Caicó 








A festa de Sant’Ana de Caicó acontece anualmente sempre a partir da quinta-feira que antecede o dia 26 de julho, dia de Sant’Ana no calendário litúrgico, e se encerra com uma grande procissão no domingo subsequente, totalizando 10 dias de comemorações. Caicó é um município localizado ao sul do estado do Rio Grande do Norte, na região do Seridó, em pleno sertão nordestino. Sua povoação foi instalada oficialmente em 7 de julho de 1735, na Fazenda Penedo. Elevada à categoria de Vila em 1788, transformou-se em município no ano de 1868.

Monumento principal da cidade 

Sant’Ana é padroeira de Caicó, estando seu culto associado à fundação da cidade. A construção da primitiva capela, em 1695, e a história de alguns milagres creditados a santa motivou a relação de devoção que o povo de Caicó e de toda região do Seridó nutre por Sant’Ana.Diz à tradição que a capela foi erguida por um vaqueiro que, ao adentrar numa densa mata sagrada, morada de um deus indígena, se viu repentinamente atacado por um touro bravo. Diante do perigo, o vaqueiro fez a promessa de erguer uma igreja a Sant’Ana se ela o livrasse do animal. Acredita-se, também, que a santa interveio para que o poço de água no leito do rio Seridó, única fonte de água disponível na área, Por este milagre, foi denominado de Poço de Sant’Ana, o qual, segundo a crença popular, nunca mais secou, mesmo quando havia longas estiagens.
Procissão do dia 26 de Julho,trajeto em sentido ao centro da cidade .

É Tempo de Festa

O início dos festejos tem sua data inicial associada à instalação da freguesia, em 1748. Ao longo destes mais de 260 anos, a festa de Sant’Ana de Caicó teve diversas composições cerimoniais. Não existem muitos registros que indiquem como a festa acontecia, mas acredita-se que a fundação da Irmandade de Sant’ Ana, em 1754, além de ter assumido a sustentação econômica da festa, tenha também conferido maior solenidade ao evento, passando, em 1777, a ser regulamentada por normas de conduta.

As festas de santo no sertão, além de manifestações religiosas e de devoção, sempre foram espaços voltados para a sociabilidade, congraçamento e educação. Ao mesmo tempo em que se realizam missas, novenas e procissões, ocorrem eventos voltados à diversão como bailes, jantares, apresentações musicais e instalação de parques de diversões.

Os principais eventos que, atualmente, ocorrem nos dias festivos são o ciclo de preparação da festa, que se inicia em abril, e inclui as Peregrinações Rurais e Urbanas e seus rituais de missa e procissão; o Encontro das Imagens e a Peregrinação a Sant’Ana “Caravana Ilton Pacheco”; a caminhada solene de abertura oficial da festa, quando o estandarte de Sant’Ana é hasteado em frente à Catedral; as programações sócio-culturais promovidas tanto pela paróquia como pelo governo e população em geral, destacando-se: o Jantar e Feirinha de Sant’ana, Arrastão da Juventude, Marcha dos Idosos, Baile dos Coroas, a Festa da Juventude, eventos na Ilha de Sant’Ana, Festa do Re-encontro, Festas dos ex-alunos; as novenas, bênçãos, missas, demais ritos litúrgicos e expressões culturais a eles relacionados, como o Ofício de Sant’Ana e o Hino de Sant’Ana; a Cavalgada e o Leilão de Sant’Ana, expressão de devoção dos vaqueiros e de rememoração; a Carreata de Sant’Ana, momento em que motoristas, caminhoneiros, motociclistas, ciclistas e pedestres seguem em cortejo para receber a benção e acompanhar a novena em sua homenagem; a Missa Solene na qual ocorre também o fim da ornamentação do andor; o momento do “beija” que ocorre antes e depois da Procissão Solene; e a procissão de encerramento da Festa de Sant’Ana quando o andor circula pela cidade, sendo até hoje o maior aglutinador de todos os festejos religiosos da região do Seridó.

Mais do que festa é uma tradição

Os dias da Festa de Sant’Ana de Caicó incorporam ainda múltiplas manifestações culturais que contribuem para a construção das identidades e para a expressão cultural como os ofícios e modos de produção tradicionais das “comidas” e artesanato do Seridó, os diversos lugares significativos para a história e a identidade da região em geral e da cidade de Caicó em particular, como o Poço de Sant’Ana, e as músicas, Hinos, poemas, o “beija” e demais formas de expressão do sertão do Rio Grande do Norte.
Imagens das festas a noite 
Na manhã de domingo(02), último dia de festa, foi celebrada uma missa solene (Dia Maior da Festa de Sant'Ana de Caicó e Celebração do Jubileu de Diamante da Diocese de Caicó 75 anos evangelizando o Seridó). Já no período da tarde aconteceu a solene procissão e missa de encerramento – Único dia do ano em que a imagem de Sant'Ana de Caicó deixa o seu nicho e é solenemente ornada e, em andor, conduzida pelas ruas de nossa cidade. A procissão percorreu à avenida Seridó, rua Pedro Velho, avenidas Celso Dantas, Coronel Martiniano e voltando pela avenida Seridó novamente. Ao chegar à catedral, o momento foi finalizado com a missa de encerramento da festa e a descida da bandeira. A noite teve vários shows para finalizar os 10 dias de festa ,trouxe a tradição e a modernidade e um um único lugar .
Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro desde 2010, a Festa de Sant’Ana de Caicó demarca um tempo e um espaço de sociabilidade no qual o sagrado e o profano se entrelaçam e se misturam, permitindo vislumbrar a diversidade e a compreensão das manifestações culturais de toda a região do Seridó, permitindo manter o diálogo entre o passado e o presente, contribuindo para a construção das futuras gerações.

Até a próxima !!!!!


quinta-feira, 21 de maio de 2015

ELOS DE GRATIDÃO : A UNIÃO NATAL/ROMA NA COLUNA CAPITOLINA





Poucas  pessoas sabem mas a Coluna Capitolina é um marco importantíssimo sobre a relação da cidade do Natal com um outro pais,que por muito pouco se perde ao longo do tempo . A seguir uma breve historia da Coluna. 

ANTECEDENTES 

No dia 5 de julho de 1928 o avião Savoia-Marchetti S-64 pilotado pelos aviadores italianos Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin alcançou a cidade de Touros, no Rio Grande do Norte, procedendo de Roma na Itália, após um vôo de 49 horas e 19 minutos, sem escalas, vencendo uma distância de 7163 quilômetros. Em reconhecimento ao acolhimento e carinho do povo de Natal proporcionou aos dois famosos aviadores, Benito Mussolini, “Il Duce”, como 1º Ministro da Itália, resolveu doar à cidade uma “Coluna Romana”, mais conhecida como “Coluna Capitolina”, porque é originária do Monte Capitólio, em Roma.


UM ELO ETERNO

A coluna Capitolina foi inaugurada em 8 de janeiro de 1931; foi trazida a bordo do navio”Lanzeroto Mlocello”, que participou do apoio à primeira travessia aérea do Atlântico Sul. De manhã dia 8 de janeiro, foi rezada uma missa campal pelo Bispo Dom Marcolino Dantas, na esplanada do Cais do Porto, com as presenças das tripulações de todos os aviões e do navio de apoio. Depois da celebração, houve a inauguração do monumento. Ao final, o prefeito Pedro Dias Guimarães agradeceu o oferecimento de tão valioso e histórico marco. 
(Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas 4º Bispo/1º Arcebispo Metropolitano)


A Coluna Capitolina tem 5,80 metros de altura, apoiada numa base com cerca de 3 metros quadrados. É de mármore cinza e continha duas placas de bronze com os seguintes dizeres (traduzidos para o português): “trazida de um só lance sobre asas velozes além de toda distância tentada por Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin, a Itália aqui chegou a 5 de julho de 1928.
(Inscrição em Italiano )


O Oceano não mais divide e sim une as gentes latinas de Itália e Brasil”. Na outra face do pedestal havia outra placa, também com inscrição em língua italiana, cujo significado no idioma português significa:”Italo Balbo aqui junto com o Esquadrão aéreo transatlântico na rota percorrida por Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin a eles recordarão para sempre nesta Coluna Capitolina doada por Benito Mussolini à cidade de Natal consagrada. Em janeiro de 1931″.

No dia 5 de julho de 1978, o ministério da Aeronáutica do Brasil inaugurou, em solenidade, com a presença de autoridades e de expressivo número de pessoas da colônia italiana, uma placa de bronze com as inscrições abaixo: Cinquentenário da primeira travessia aérea Roma – Natal. Aos aviadores italianos Ferrarin e Del Prete homenagem da Força Aérea Brasileira. Observação: Primeiramente foi erguida na Esplanada do Cais do Porto, na Ribeira, no dia 8 de janeiro de 1931.


(Primeiro local da Coluna em Natal ,perto do Potro )

Quatro anos depois, o movimento comunista de Natal derrubou a Coluna alegando que se tratava de um monumento erguido por um governo fascista. Permaneceu em lugar ignorado durante muitos anos até ser reencontrada e novamente erguida, dessa vez na praça João Tibúrcio e depois para a Praça Carlos Gomes no Baldo. Por fim foi transferida para o largo do Instituto Hitórico e Geográfico na Praça André de Albuquerque , onde se encontra até hoje.




Até a próxima semana .

terça-feira, 19 de maio de 2015

MEMORIAS NATALENSES 02: Imagens antigas da cidade noiva do Sol.

Estão preparados para para conhecer outras parte do passado da cidade do Natal ??? 

Hoje selecionamos mais 16 fotos antigas da cidade do Natal . Algumas são fácil de se reparar outras não .Mas todas são registros da cidade ao longo das décadas e transformações que a cidade sofreu .



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Até a próxima !!!!!!




*Muitas fotos que aqui estão são oriundas dos livros do Prof. aposentado da UFRN, João Mauricio Fernandes de Miranda (mas não todas). Outras são do fotografo Jaeci Galvão, de seu filho Fred Galvão, outras são do IBGE, outras de livros editados pela Prefeitura de Natal, ou pelo Governo do Estado. Muitas estão na internet a anos. Outras são colocadas na internet pelo competente produtor cultural Dunga, outras são do grande amigo e Mestre Luiz G. M. Bezerra, outras são de Ricardo Sávio Trigueiro de Morais, do amigo fotógrafo Esdras Nobre e a maioria delas não tenho ideia de quem sejam os proprietários, ou melhor, os detentores dos direitos autorais.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A Historia de uma praça quase Invisível : Praça José da Penha na Ribeira



A atual praça José da Penha,que fica  de frente à Igreja do Bom Jesus das Dores e da Avenida Deodoro da Fonseca no bairro da Ribeira .
 Sua data vem provavelmente do século XVIII. A igreja denominou o logradouro até 1902. A Resolução Municipal n.º 74, de 05 de dezembro daquele ano, denominou praça Leão XIII, considerado um papa adaptado ao seu tempo. Até a primeira década atual, a praça não passava de um descampado. Em 1919, o major Fortunato Aranha, intendente municipal construiu uma pracinha no local, incentivado pelo padre Pedro de Paulo Barbosa, vigário da Igreja do Bom Jesus e diretor espiritual do Seminário São Pedro, também jornalista, filólogo e filósofo.



     A praça Leão XIII foi inaugurada em 12 de outubro de 1919, com a presença do governador Ferreira Chaves. Passou, então, a ostentar belos canteiros floridos e um coreto de alvenaria. Durante algum tempo, foi o ponto de encontro da alta sociedade dacidade, na época e onde circulava a juventude. A denominação Leão XIII foi decidida após serem divulgadas as realizações do pontífice: antes tinha-se cogitado outro nome para o lugar.



       Finalmente, a 11 de outubro de 1930, a praça teve seu nome mudado para José da Penha, homenagem ao militar nascido em Angicos, que atingiu o posto de alferes a 03 de novembro de 1894. O capitão José da Penha tinha grande espírito de justiça e pregou a justiça social e a probidade administrativa. Foi defensor dos jovens, dos trabalhadores e o primeiro militar norte-rio-grandense a apelar diretamente em favor do nosso povo. Distinguiu-se pela oratória.

Em homenagem ao ilustre potiguar, Natal deu seu nome à praça da Ribeira, em frente ao Fórum Municipal do Natal (antigo Grande Hotel), local onde existiu o casarão onde morou o capitão José da Penha.  Da praça inaugurada em 1919, muito já se modificou. Teve sua área reduzida, cortada para que se fizesse o prolongamento da avenida Tavares de Lira. E com isto passa despercebida da maioria da população ,que não conhece a sua historia da tão judiado bairro da  Ribeira,que há muito tempo foi esquecida ,mas ainda pulsa na historia do bairro mais boêmio da cidade.





Até a Próxima semana.
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