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quarta-feira, 11 de março de 2015

CPI das universidades quer classificar trote como crime de tortura

Relatório final da CPI traz também projeto de lei que sugere um cadastro de antecedentes que impediria estudantes que praticaram trotes violentos de se inscrever em concursos públicos ou processos seletivos de órgãos públicos

CPI das universidades quer classificar trote como crime de tortura

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as violações de direitos humanos nas universidades paulistas, organizada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), publicou nesta terça-feira o relatório final de suas atividades.

O documento, assinado pelo presidente da CPI, deputado Adriano Diogo (PT), tem 39 recomendações, além de dois projetos de lei. Em uma dessas recomendações, os deputados paulistas pedem que os trotes praticados contra calouros nas universidades de todo o país sejam classificados como crime de tortura no Código Penal Brasileiro.

Segundo o documento, atos de violência realizados em trotes acadêmicos acontecem por omissão por parte das Reitorias, das instituições universitárias, dos centros acadêmicos e das associações atléticas e também por falha na proteção aos estudantes que ingressam nas universidades.

O relatório final também afirma que faltou uma fiscalização e um controle, principalmente, mais eficiente da parte do Estado de São Paulo, que, ainda segundo o relatório, falhou por omissão, e também na prevenção e repressão aos violentos trotes acadêmicos e às práticas abusivas e criminosas deles decorrentes.

O relatório da CPI também propõe a criação de dois projetos de lei. Um deles sugere um cadastro de antecedentes que impediria estudantes que praticaram trotes violentos de se inscrever em concursos públicos ou processos seletivos de órgãos públicos. Já o segundo projeto visa à proibição de empresas que fabriquem, comercializem ou distribuam bebidas alcoólicas de patrocinar eventos e festas de entidades estudantis dentro e fora dos campi.

A CPI fez quase 40 reuniões em que foram ouvidos relatos de abusos denunciados por estudantes, professores e funcionários de universidades públicas e privadas. Nos depoimentos foram relatados casos de violência em trotes, festas e até mesmo em situações do cotidiano acadêmico. Reitores e diretores de faculdades também foram ouvidos.

Em relatório parcial,divulgado no final do mês passado, a CPI pedia responsabilização civil, criminal e administrativa de membros dos centros acadêmicos envolvidos em denúncias de violação dos direitos humanos e das pessoas jurídicas responsáveis por eventos como a festa Show da Medicina e os encontros de estudantes Intermed e Calomed.

A CPI começou em dezembro de 2014 após denúncias de atos de violência na Universidade de São Paulo (USP). Ao longo da atividade da CPI, também foram investigadas a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de Campinas (PUC-Campinas), e Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI).

Fonte: Veja

sexta-feira, 6 de março de 2015

Tentativa de assalto à ônibus Que Faz Linha na UFRN

tentativa de assalto ao circular inverso na ufrn

A Informação está sendo repassadas através das midias de realcionamentos sociais, segundo os usuários, houve de fato uma tentativa de assalto aos universitários. (não me pergunte o que quem tentou isso queria levar, são meros universitários)

A tentativa de assalto teria ocorrido no dia de hoje (06/03)  no ônibus circular que faz a linha inversa na universidade.

Por volta das 16h45 quando o veículo estava se aproximando da parada anterior ao cetor 2 na universidade. Ao se aproximarem, os alunos do campus que estavam dentro do ônibus avistaram que o indivíduo que não foi identificado estaria portando uma arma de fogo e estaria colocando a munição na mesma, gritaram para o motorista não parar no referido ponto, evitando o assalto.

É comum os estudantes reclamarem da insegurança do campus, e alegam que os seguranças de lá, são alocados apenas para proteger o patrimônio da universidade, em sua maioria o RU (Restaurante Universitário).

A única alternativa que resta, é que os estudantes andem sempre em grupos, e tomem o máimo de cuidado nas dependências do campus, já que ninguém toma nenhuma providência para resolver a situação.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Mão Branca–Justiceiro ou Assassino ? Descubra sobre sua atuação em Natal RN

Será que o Mão branca está de volta à Natal-RN ? Mas afinal, quem foi o mão branca ? Continue lendo este artigo e descubra tudo sobre esse grupo que atuou no estado nos anos 80 e que as pessoas cogitam sua volta.

É sabido por todos que o Brasil passou por um tempo de ditadura militar, onde era comum o abuso pelos militares, onde as pessoas eram torturadas, mortas e abusadas sem nenhuma punição. Bom, os grupos de extermínio surgiram como herança deste tempo, grupos que deixam de existir da mesma maneira como nascem, do nada.

Mão branca volta a Natal RN

Com altos índices de violência e uma certa falta de intervenção estadual, as pessoas começaram a indignar-se, e desta forma, começaram a formar grupos de justiceiros/assassinos, para combater a criminalidade.

Os mão braca como são chamados, é um grupo de pessoas,  conhecidos por alguns como justiceiros e por outros como assassinos. estes que tem importante papel histórico no país, e estavam presente em diversos lugares. No final da década de 60, em São Paulo-SP um grupo chamado de “Esquadrão da Morte” passou a atuar na cidade, e também na baixada fluminense (RJ) juntamente com a Paraíba no início dos anos 80.

Na época, o medo era tanto, que os detentos negavam sair dos presídios, e necessitavam de escolta policial para deixar as prisões temendo a ação destes grupos.

Em suma, esses grupos eram formados por homens ligados à polícia civil e Militar. Segundo diversas fontes, podem ser considerados “Mão Branca” as pessoas ligadas à segurança em geral.

Mão Branca no Rio Grande do Norte

O grupo chegou ao estado na década de 90, tendo repercussão INTERNACIONAL, mas chegou ao estado conhecido como os “meninos de Ouro” essa repercussão se deu pelo fato de como os outros grupos, realizarem diversas execuções e chacinas, com ex-presidiários e pessoas envolvidas com crimes, desde os mais leves até os mais perigosos.

O grupo ficou famoso pela sua atuação, quase que erradicando a criminalidade no estado na época.

O jornalista Emanoel Barreto, Publicou um artigo no ano de 2007 dizendo o seguinte:

“Mão Branca, começou uma ação de extermínio. Um matador, ou matadores ferozes, nunca se soube exatamente quem, atacava bandidos e deixava junto aos corpos mensagens anunciando que outros teriam o mesmo destino. E assinava: Mão Branca.

O matador chegou mesmo a enviar aos jornais uma lista com nomes. Num desenho grosseiro, um punho masculino segurava uma balança onde, em cada prato, estavam os nomes. Polvorosa no mundo do crime. Reduziu-se em muito o número de assaltos. Não havia dia em que, pela manhã, os repórteres não encontrassem, em terrenos baldios, corpos de criminosos assassinados.”

 

Justificativa

O “Mão Branca” usava como justificativa de suas execuções à defesa de órfãos, viúvas e inocentes, para ele o que estava em questão era a concretização de uma justiça, de uma penalidade a ser aplicada em decorrência da ruptura do pacto social. Uma afronta à ordem social, de sertã forma, já que praticava tudo aquilo que era contra, que de certa forma rebela-se contra a própria organização social. Muitos o tinham como déspota.

Segundo Foucault isto quer dizer que:

“O déspota é, portanto, aquele que exerce em permanência – fora do estatuto e fora da lei, mas de uma maneira que é completamente intricada em sua existência mesma – e que impõe de uma maneira criminosa seu interesse. É o fora-da-lei permanente, é o indivíduo sem vínculo social. O déspota é o homem só. O déspota é aquele que, por sua existência, efetua o crime máximo, o crime por excelência, o crime da ruptura total do pacto social pelo qual o próprio corpo da sociedade deve poder existir e se manter. O déspota é aquele cuja existência coincide com o crime, cuja natureza é, portanto idêntica a uma contra natureza. É o individuo que impõe sua violência, seus caprichos, sua não-razão, como lei geral ou como razão de Estado. Ou seja, no sentido estrito, do seu nascimento à sua morte, em todo caso durante todo o exercício do poder despótico, o rei - em todo caso o rei tirânico – é simplesmente um monstro.” (2002, p. 117)

O Monstro

“O “Mão Branca” é nesse caso um monstro. O personagem propõe uma nova legalidade, que obedece a outros parâmetros e pressupostos, burlando a ordem estabelecida, instaurando o caos. Ele desorganiza o conhecido formal estatuto de justiça e tripartição dos poderes, fazendo às vezes de poder executivo, legislativo e judiciário, não poupando qualquer obstáculo entre seu desejo e sua satisfação. Podemos traçar um paralelo com o herói trágico, no que confere especificamente a desmedida, a hýbris contida no seu percurso e mola propulsora de seus desvios”.

Conclusão

Até o presente momento que este texto está sendo redigido, segundo as fontes consultadas para tal, não houve identificação real de quem seria o mão branca, ou mesmo se era um grupo de pessoas.

O que sabe-se ao certo é que era(m) Militar(es), não sabendo ao certo do que realmente era o motivo pelo qual cometia tais atos, especula-se que é por causa do cangaço de vingança.

O “Cangaço de Vingança” é aquele no qual os seus integrantes são movidos pela vingança, em decorrência de um agravo sofrido, e por isso, satisfeita tal vingança, o cangaço não tem mais sentido.

 

 

O homem do “Cangaço de Vingança” é aquele que podemos identificar “violentado em seus desejos de realização pessoal, agindo sob coação moral irresistível – valha-nos aqui a expressão tomada de empréstimo à ciência penal – e que nos mínimos gestos revela sua inadaptação à vida que leva”

Só sabemos que mesmo com essa taxação de monstro, e esses diversos crimes cometidos, de certa forma houve uma “assepsia” social. Para uns cometendo crimes, para outros deixando as ruas da cidade mais limpas, diminuindo o número de criminosos.

O Mão branca, como já citado, assinava suas mortes com uma luva branca, e tinha uma lista grande de pessoas das quais iriam ser mortas, e foi enviado a um jornal da cidade seu logo, outra forma de identificação dele, que também produziu um cartas, contendo sua logo e dizendo que seu mês era o de agosto, estudiosos dizem que é em apologia ao mês do exu da religião dos orixás.

Até hoje sua identidade real não foi revelada.

Atualidade

Atualmente, uma onda de mortes de ex-presidiários e bandidos vem tomando conta da grande Natal, e a população cogita a volta do mão branca, porém, até o momento não houve nenhuma assinatura dos crimes cometidos, ou qualquer manifestação oficial disso, não sabe-se também se está sendo formado um grupo de extermínio ou algum tipo de justiceiros.  Por enquanto, não existe nada de concreto e cabe a cada um de nós, refletirmo-nos acerca dos fatos, e tirarmos as conclusões.

Pra você, esta é ou não a volta do mão branca à Natal ?

 

 

 

Referências:

Jornalista Emanoel Barreto

Dicionário Informal

Tese de mestrado de Tatiana Morais, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, intitulado de “Mão Branca: Matrizes Míticas do Urbano.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Natal agora é a 11ª cidade mais violenta do mundo

Que a segurança no Rio Grande do Norte está longe do ideal, isso os potiguares já sabem e sentem na pele. Não bastasse isso, agora, o mundo inteiro está ciente dessa violência que assola o Estado, principalmente em Natal. Em uma pesquisa divulgada esta semana pela ONG (organização não governamental) Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, do México, a capital potiguar aparece em 11º no ranking das cidades mais violentas do mundo, levando em consideração o número de homicídios para cada 100 mil habitantes em 2014.

 

Assassinato em Natal, RN

 

Segundo os dados, Natal teve 931 homicídios em 2014, uma média de 63,68 para cada 100 mil habitantes. Na mesma pesquisa divulgada no início do ano passado e levando em consideração o que aconteceu em 2013, a capital potiguar aparecia em 12º, com uma taxa de 57,62. No Brasil, Natal aprece na 5ª colocação, atrás apenas de João Pessoa-PB, com média de 79,41 (4ª colocação no ranking mundial), Maceió-AL, com 72,91 (6ª colocação no ranking mundial), Fortaleza-CE, com 66,55 (8ª colocação no ranking mundial) e São Luís-MA, com 64,71 (10ª colocação no ranking mundial). Vale lembrar que nesse estudo a ONG considerou também os homicídios acontecidos na Região Metropolitana dos municípios.

Pelo 4º ano consecutivo, a cidade hondurenha de San Pedro Sula, com uma taxa de 171,20 homicídios por cada 100 mil habitantes, ocupou o primeiro lugar entre as 50 cidades (com 300.000 ou mais habitantes) mais violentas do mundo. Em 2014, como em 2013, Caracas e Acapulco ocuparam as posições 2 e 3, com taxas de 115,98 e 104,16 homicídios por cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Saíram de 2014 as seguintes cidades que apareceram em 2013: Santa Maria (Colômbia), San Juan (Puerto Rico), Maracaibo (Venezuela) e Puerto Príncipe (Haiti). Essas quatro cidades tiveram taxas inferiores à de Cuernavaca (25,45 homicídios por cada 100 mil habitantes), que ocupou o 50º lugar. Entraram no ranking de 2014 as cidades brasileiras de Teresina, Porto Alegre e Curitiba e a cidade mexicana de Obregón. As diminuições mais significativas foram nas cidades colombianas e mexicanas. A maior redução ocorreu em Torreón (49%), ao passar de uma taxa de 54,24 em 2013 para 27,81 em 2014.

Se for considerado não apenas o ranking de 2013, mas o dos anos anteriores e também informações prévias, o caso de maior redução no número de homicídios foi o de Medelín, Colômbia. Em 2010, Medelín ocupou a décima posição no ranking com uma taxa de 82,62 homicídios por cada 100 mil habitantes, mas em 2014 caiu para a posição 49 com uma taxa de 26,91 homicídios por cada 100 mil habitantes: ao longo de 4 anos, a taxa diminuiu 67%.

Das 50 cidades do ranking, 19 estão no Brasil, 10 no México, 5 na Colômbia, 4 na Venezuela, 4 nos Estados Unidos, 3 na África do Sul e 2 em Honduras. Há uma cidade de El Salvador, uma da Guatemala e uma da Jamaica. A grande maioria das 50 cidades mais violentas do mundo estão no continente americano (47 cidades) e particularmente na América Latina (43 cidades). “Fazemos este ranking com o objetivo de chamar a atenção para o crescimento da violência nas cidades, particularmente na América Latina, de modo que os governos sejam pressionados a cumprir o seu dever de proteger os cidadãos, para garantir o seu direito de segurança pública. O que buscamos é que os governantes possam fazer de tudo para conseguir retirar as suas cidades do ranking e também fazer com que outros governantes não deixem suas cidades figurarem no ranking”, destacou José Antonio Ortega Sánchez, presidente do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal.

De acordo com informações do Conselho Estadual de Direitos Humanos, em todo o Rio Grande do Norte foram registrados 1773 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) apenas em 2014, um aumento de quase 6% em comparação ao ano de 2013, quando 1666 CVLIs ocorreram em terras potiguares.  O Jornal de Hoje tentou contato com a secretária de segurança do RN, para que ela comentasse sobre a pesquisa. Porém, ela esteve em reunião durante toda a manhã.

Cidades brasileiras mais violentas

4ª João Pessoa-PB 79.41

6ª Maceió-AL 72.91

8ª Fortaleza-CE 66.55

10ª São Luís-MA 64.71

11ª Natal-RN 63.68

15ª Vitória-ES 57.00

16ª Cuiabá-MT 56.46

17ª Salvador-BA 54.31

18ª Belém-PA 53.06 20ª Teresina-PI 49.49

23ª Goiânia-GO 44.82 29ª Recife-PE 39.05

30ª Campina Grande-PB 37.97 33ª Manaus-AM 37.07

37ª Porto Alegre-RS 34.65 39ª Aracaju-SE 34.19

42ª Belo Horizonte-MG 33.39

44ª Curitiba-PR 31.48

46ª Macapá-AP 28.87

 

 

Fonte: O Jornal de Hoje

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